sábado, 30 de abril de 2016

"O caminho começa à porta de casa"

Ora bem... toda esta ausência serviu para trabalhar muito e ganhar pouco; caminhar para preparar a grande caminhada e fazer/preparar a mochila e tudo para o caminho de 120km que começa.... amanhã.

Já estamos em Viana do Castelo. Viemos passar o sábado com os papás e com o cão (já não vinha a Viana há mais de um mês). Já fizemos as últimas compras para a viagem e amanhã será o dia 1.

Amanhã bem cedo vamos para Santiago de Compostela com os meus pais. Vão nos levar e aproveitar a viagem para revisitar Santiago que é um sítio bem lindo de visitar.

Será para nós (eu e o Miguel) o início. Começaremos a caminhada a partir da grande catedral.

Estou muito ansiosa pelo Caminho. Já tenho a mochila feita e não me parece pesada. Agora.
Óbvio que com kilometros em cima tudo vai pesar. Tudo vai doer.

Mal posso esperar. Mais novidades a partir de amanhã.

Boralá!

Boralá

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Vivendo.

Ansiedades - parte II

Escrevo este post a partir do meu telemóvel e a palavra "ansiedade" vem acompanhada de "controlável". Ansiedade controlável.

Ri me sozinha.

Mais uma vez estou em fase de auto conhecimento. Não me apetece estar com ninguém a não ser comigo. Confesso que tenho sido uma pessoa com quem gosto de estar.

Nem sempre concordo comigo mas eu e o meu eu temos falado muito. E acho que estamos a chegar a algum entendimento.

Não me venham dizer que estar em solicitude é fácil. Não é.
Mas aos poucos vou gostando cada vez mais da minha companhia.

Fomos ver os Mão Morta à Casa da Música. Podia ter corrido muito mal mas correu mesmo muito bem.

Entrei lá e fui a correr à casa de banho. Primeira vez que lá entro e deixo lá um pouco de mim. O sistema nervoso já estava em alerta desde a entrada. E manteve se até ao fim do concerto.

Foi algo mágico. Digamos que não conhecia nada de Mão Morta. Nada mesmo. Sabia que era negro. Ousado. Escuro e obscuro.
Tal como os meus adentros.

Entrei em viagem interna com os Mão Morta. Viajei dentro de mim com eles.
Senti tanto como o Luxúria. Sofri tanto como ele.

Os meus sentimentos estavam à flor da pele. A ansiedade provoca me suores frios. Todo o meu adentro estava em alvoroço.

Foi poesia. Magia. Sei lá. Não consigo encontrar palavras para descrever.

Hoje senti toda a ansiedade de novo (levou ao post anterior em ansiedade na sua plenitude)

Luto com os meus adentros. Mas alegro me de não ter saído da sala durante o concerto. Nem ter saído do trabalho mesmo quando só me apetecia ar fresco.

Alegro me de estar a conseguir controlar me. Ansiedades controláveis.

Faz me lembrar o momento do deserto em Marrocos. Não consegui usufruir da estadia no meio do deserto. Porque a ansiedade apoderou se e foi mais forte.
E não aproveitei o momento. E até hoje sei que tenho de lá voltar.
Ficou mal acabado.

Sou manienta nesse aspecto. Preciso de voltar aos sítios onde errei. E fazer de novo. Acredito em novas oportunidades.
Há alturas que não é possível mas também sou manienta nisso e sei que tudo é possível. Basta querer.

Tem sido um caminho longo. E daqui a nada já estarei de caminho longo mesmo!
Nessa caminhada física com os meus adentros.

Vamos optar por ir até Finisterra. Quero que a minha meta seja o por-do-sol. E não uma catedral.
Afinal, é o Universo que me move.

Ansiedades.

Tenho a ansiedade em mim.

Vi num filme que a ansiedade é "a vertigem da liberdade"...

O corpo grita e não deixa a mente falar.

O coração bate e não oiço mais nada a não ser o medo insuportável da morte.

E quero morrer.

E deixo que a morte venha.

Mas a puta não vem. E logo de seguida fico calma. E bocejo.

E depois vem o medo.
E eu deixo-o vir.

Sinto tudo. Sinto tanto.

Sou a ansiedade. Sou a morte.

E no fim não sou nada.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Citando Clarice.

A verdade é esta. Sou assim e aceito me tal como sou. Mas esta frase define-me bem.

Tenho dias cinzentos e dias de sol. Mas sou eu. Em toda a minha essência.

E não quero nem vou ser mais ninguém.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cansada deste mau tempo

Foto Pinterest _Free People

Estou viva!

Sei que não escrevo há algum tempo. Isto anda caótico. Entre mudanças de horários, imenso trabalho, ansiedades e pouco descanso estou viva!
O que importa é estar viva!

Mas fogo, têm sido dias em cheio. Só coisas a acontecer. Coisas na minha vida e dentro da minha cabeça que é outra vida... isto cá dentro anda cheio de informação. Cheio de ideias e tão pouco tempo (e dinheiro).

Aproxima se o tempo da caminhada. A longa caminhada. E dizem que nos próximos quinze dias (que é quanto falta para irmos) estará sempre temporal, chuvas e grandes tempestades.

Parece que tem havido muita trovoada de noite. Eu acho que o mundo pode acabar enquanto eu estiver a dormir que nem vou dar conta. E é por isso que digo sempre que as coisas fantásticas acontecem quando eu não estou (ou estou a dormir que é a mesma coisa).

Resumindo, estou bem. Feliz e contente e cheia de trabalho. Mas não há nada que eu não aguente!

Adiamos a ida à aula de código (porque ah e tal mais uma vez estamos cheias de trabalho) e a ver se sexta feira já poderei ir.

Já disse que ando cheia de trabalho? E de coisas?
É isso. Estou viva minha gente!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Agora é que vai ser...

É só para dizer que já está.

O sonho de ter uma autocaravana está a acontecer. Estamos (ainda) a pesquisar o que anda por aí. Com calma.

Mas não basta ter o veículo. Bom também é poder andar com ele sem ser apenas no lugar do pendura.

Ora hoje, aqui a vossa amiga, já pagou os primeiros 100 euritos da inscrição para tirar a carta.

Está a acontecer!

Objetivo: ter carta até Agosto.
Objetivo 2: Ir até ao Alqueva em frente ao volante.

Eu consigo! Bora lá! :)
 

Mantra para hoje


terça-feira, 5 de abril de 2016

MODO TPM: ON


Modo TPM
Modo Bipolar
Modo Coiso.
Tá tudo ON.

Fujam!

Que lindo!!

Felicidade é passar por esta imagem.

Aqui em baixo.

E deixá-la passar.

E voltar atrás.

E ler de novo.

E sorrir.

Porque já não me quero de volta.

Quero-me aqui.

Quero-me agora.

Exatamente como estou.

Que lindo.

:)
 
 
Nunca mais!

Hoje acordei com isto. Um vicio!

De coração partido

Hoje tive o meu primeiro desgosto automovel.

Já se sabe por aqui que estamos a juntar dinheiro para transformar uma carrinha "pró-barato" numa hiper, mega fabulástica auto-caravana.

Eis que o dinheiro já cá temos e até nos (me) apaixonamos (apaixonei) por uma van de 83 laranjinha, toda pinta coiso e tal...

Linda por fora!! Com uns faróis e retrovisores lindos de morrer, cor de laranja velho que eu adorei, com interior todo arranjadinho que seria só colocar lá as cenas e já estava pronta. Ah e tal, o mais-que-tudo foi vê-la. Hoje.

Podre!

O raio da carrinha tá podre que doi por dentro. Com um cancro terminal mas de peruca e maquiagem para enganar quem a vê passar.

Uma tristeza. Um desgosto. O raio da bicha anda mas nem se vê a quanto nem até quando pois nem diz se tem ou não gasolina.

E assim se acaba uma história que podia ser tão linda e hippie e tal... tão hippie que acho que chegava "ali à frente"... e não andava mais.

Não queremos ser tão hippies assim. A busca continua...



Imagem do Pinterest (uma destas é que era!!)