sexta-feira, 28 de outubro de 2016

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sonhando acordada.|retirado do baú dos não publicados_2015

Daqui a 5 anos.

Ora daqui a 5 anos estarei no ano 2020. Terei 32 anos. O que espero ter feito até lá? Onde estarei em 2020?
Espero estar aqui no Porto. Espero estar com o Miguel. Com um filho e grávida de outro. Com um cão grande e de pelo macio. Numa casa nossa, com jardim e flores espalhadas por toda a casa. Com insufláveis e uma cadeira de baloiço.  


Espero poder acordar todas as manhãs bem cedo. Meditar e preparar o pequeno-almoço para a família. Ser madrugadora. Conseguir acordar pelas 6h ou 7h da manhã todos os dias. E ir trabalhar pelas 9h. Sempre cedo. Começar o dia pela manhã.
Trabalhar num sítio meu. Ter um espaço meu. Uma espécie de café. Com livraria. Musica. Tertúlias. Juntar tudo no mesmo espaço. Fazer bolos caseiros e vender. Preparar cafés e chás para as pessoas. Chá com bolachas e bolinhos. Ter livros em prateleiras enormes e altas. Flores e plantas por todo o espaço. Preparar tertúlias de final de dia. Conversas do acaso. Sobre todos os temas, desde meditação, alimentação e até problemas da vida que podem ser resolvidos com simples desabafos. Deixar as pessoas falarem. Desabafarem o que sentem. Terem tempo para parar. E pensar. Criar tertúlias de pensamento. Concertos ao fim de semana. De piano. Guitarra. Musica calma. Criar um atelier de pintura para crianças. Deixá-las criar. Deixá-las ser. Ir buscá-las à escola e levá-las para o meu espaço até os pais poderem ir buscá-las. Eu iria adorar trabalhar num sítio assim. 


Depois, à noite, espero poder chegar a casa e ter os meus amores lá. Espero ter carta de condução para que não tenham de me vir buscar ou levar. Espero não ter medo de andar na rua. Sozinha ou acompanhada. A pé ou de carro. Espero não ter mais medos absurdos. Chegar a casa tranquila, sentar me no sofá e sorrir todas as noites. Com os pés quentes de ter o cão em cima deles e o coração a ferver de tanto amor.

Descobrindo mais de Pessoa.

Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.
Eu não sei porquê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.
Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Coisas minhas

Verdade seja dita que se me dão um papel e uma caneta ou uma página branco para escrever… eu escrevo! É quase compulsivo. Sou escritora compulsiva. 

Nem sempre tenho estas vontades. O que é uma pena. Porque eu preciso disto. Desta terapia. Escrever alivia me a alma. Porque eu fico cansada de pensar. E escrever ajuda a expulsar esta quantidade de palavras que vivem dentro de mim.

E quero sempre mais. Quero sempre escrever mais porque as palavras fluem em mim.
E quando me sinto inspirada é pior. Porque a cabeça quase chega a doer. Mas a sensação não é má. Bem pelo contrário, é bom. É rejuvenescedor. Quase que me limpo.


E aprendo. Aprendo com as palavras. Aprendo quando escrevo. Porque chego a conclusões que talvez em estado normal (mas o que é normal, afinal?) não chegaria. 

Cresço. Renasço. Revivo. E é quase um sentimento de começar de novo. De me criar de novo. Como digo sempre, é um novo eu. Uma nova era. Uma nova pessoa.

Mas afinal sou sempre a mesma. Ainda que com ideologias novas, sou eu. Ninguém muda por completo de um dia para outro. E eu às vezes ainda acho que sim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Conselho|arquivo15

Se ainda não sabes o que queres fazer, começa pelo mais fácil: definir aquilo que já sabes que não queres. Essa é a base inicial da mudança.

Quando se está em fase de mudanças, tudo é uma confusão. Por isso o melhor a fazer é: não fazer nada. Aguardar o momento certo para mudar sem pensar se vai correr bem ou mal. Simplesmente esse momento chegará. E aí se poderá saber como e quando mudar. 

Curtas #3

Estava eu com uma pequena crise de ansiedade porque o céu estava nublado e decidi pedir a uma colega de trabalho e amiga que me acompanhasse até ao exterior da fábrica onde trabalhamos para apanhar ar. Ela veio comigo e trouxe o seu fiel companheiro, o seu telemóvel.

Eu amuei, como faz uma criança de 5 anos e pedi, como faz uma criança de 5 anos, que falasse para mim porque eu não estava bem. Ela contou-me histórias de rir que via no Facebook e eu lá me ia esquecendo da minha crise angustiante devido ao facto do céu não estar azul.
Nos entretantos, fiz uma pequena birra, como faz uma criança de 5 anos, porque pensei que ela não me estava a dar atenção suficiente.
Quando comentei com ela, rebolou no chão de tanto rir, como faz uma criança de 5 anos.
E de repente aparece o “realmente…”, aquela vozinha que de vez em quando me chama à razão. “ela veio cá para fora, veio contigo e ainda lhe pedes mais do que te está a dar? Não sejas egoísta!”

Moral da história: por mais que esteja com o smartphone colado ao peito, pelo menos está lá! Não é isso que importa? Para quê pedir mais do que precisamos? 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Descobrindo mais de Pessoa

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, 
Mas não esqueço de que minha vida 
É a maior empresa do mundo… 
E que posso evitar que ela vá à falência. 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver 
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. 
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e 
Se tornar um autor da própria história… 
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar 
Um oásis no recôndito da sua alma… 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 
É saber falar de si mesmo. 
É ter coragem para ouvir um “Não”!!! 
É ter segurança para receber uma crítica, 
Mesmo que injusta… 
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo

F.Pessoa




Curtas #2

O meu namorado comprou uma bicicleta. Ora eu, que levei com um camião nas trombas quando estava a aprender a andar, nunca mais peguei numa “bina”, como chama ele, na minha Vida.
Sendo assim amuei logo. Tipicamente infantil tive um momento de birra e achei uma má atitude o facto de ele não me ter dito nada antes de a comprar.
De repente veio o “realmente…”, aquela vozinha que de vez em quando me chama à razão.
“a sério que fazes birra porque ele não te disse nada? Tens noção que isso é inveja porque ele faz coisas sem te dar satisfações e tu tens essa necessidade estupida de lhe pedir autorização para tudo?”
E aí eu pedi desculpa e calei-me.

Moral da história: cresce e aparece!

E no seguimento deste raciocínio, já está mais que na hora de perder os medos parvos e começar a superar obstáculos, tais como… aprender a andar de bicicleta…
Até porque isso vai poupar imenso dinheiro de táxi de manhã quando te zangas com o namorado e tens de pagar 4 euros para ir para o trabalho…contrariada.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Curtas. #1

Não podemos julgar ninguém. Aliás, podemos, mas estaremos a julgar a nós próprios.
Nem sempre temos noção disso mas basta dar conta UMA vez. E nunca mais se para de reparar nisso.

Aconteceu-me há dias. Estava eu tranquilamente no meu local de trabalho e eis que reparo nuns sapatos novos de uma miúda que por lá trabalha. Adorei o caraças dos sapatinhos mas não comentei nada. Calei-me bem caladinha e olhei apenas 1 minuto para que não se notasse. Mas sim, reparei nos ditos.
Tempos depois, comprei eu mesma uns sapatos novos. E eis que a mesma pessoa que ocupa o mesmo espaço que eu durante 8 (9? 10? 11?) horas por dia, a mesma que eu reparei outrora nos sapatinhos dela, comenta algo assim e, passo a citar: “adoro os teus sapatos novos!”
Fiquei chocada! “Como é possível ela ter reparado que eu tinha sapatos novos?”
E depois… bateu em mim o “realmente…”; aquela vozinha que de vez em quando me chama à razão… “sabes que também reparaste nos sapatos dela há duas semanas?”…


Moral da história: não critiques. Não julgues. Porque isso é o teu espelho.